Curitiba - Os trabalhadores das três montadoras Volvo, Renault e Volkswagen-Audi, da Grande Curitiba, podem paralisar as atividades a partir de hoje. Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) e do Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea) estiveram reunidos ontem, pela segunda vez, para discutir o reajuste salarial da categoria. A proposta feita pela entidade patronal deixa a desejar e provavelmente será recusada hoje, em assembléias em porta de fábrica.
''Em relação à primeira rodada de negociação, praticamente não houve avanço. A única diferença é que eles ofereceram apenas R$ 150,00 a mais de abono, o que é pouco'', afirma o presidente do SMC, Sérgio Butka. Vale lembrar que a primeira proposta de reajuste foi reprovada pelos metalúrgicos das montadoras, por unanimidade, durante assembléia realizada no dia 13. Na ocasião, os trabalhadores deram prazo legal de 48 horas para realização de greve, aguardando nova proposta.
Hoje, o Sindicato realiza assembléia com os trabalhadores das três fábricas e coloca os termos da negociação em votação. Se houver nova reprovação, os metalúrgicos deverão realizar paralisações de duas horas nas trocas de turno. Na Renault, a paralisação pode ser de até um dia inteiro.
A proposta inicial do Sinfavea contemplava reajuste salarial com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos últimos 12 meses e 1,3% de aumento real. Já os trabalhadores reivindicam a reposição da inflação mais 5% de aumento real. A montadora Renault tem 3,8 mil trabalhadores, a Volkswagen 3,7 mil e a Volvo, 1,8 mil.
São Paulo - Cerca de 5.500 metalúrgicos da fábrica de General Motors de São José dos Campos (SP) paralisam a unidade ontem em protesto contra a proposta de reajuste salarial apresentada pela empresa. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região informou que os trabalhadores concordaram em reduzir sua reivindicação de reajuste para 7%, um percentual equivalente a um pouco mais da metade da proposta inicial de 13,8%.
A GM, por outro lado, elevou sua proposta de reajuste de 4,19% para 5,47% a partir deste mês mais um abono de R$ 400.
Os funcionários da fábrica, a maior unidade da GM no Brasil, já haviam feito quatro horas de paralisações no último dia 13. As paralisações eram um alerta à empresa de que poderia haver greve. (Com Folhapress)

mockup