Carmem Murara
De Curitiba
Os metalúrgicos pretendem paralisar a linha de produção da montadora Volkswagen/Audi, Renault e Volvo a partir das 15h20 de amanhã, caso a empresa não apresente uma proposta de reajuste salarial aos funcionários que trabalham em São José dos Pinhais e Curitiba. A greve foi decidida no início da tarde de ontem, durante assembléia geral na porta das empresas. A paralisação é por tempo indeterminado.
A iniciativa de parar a produção da Audi foi tomada após a recusa das empresas de negociar com o Sindicato dos Metalúrgicos. A princípio, as negociações estavam avançando com o Sindicato da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea), mas os sindicalistas anunciaram, na semana passada, que iriam desconsiderar o Sinfavea para negociar diretamente com cada montadora. Eles apostam que a mudança vai garantir maior facilidade na negociação.
O rompimento com o representante patronal ocorreu quando o Sinfavea bateu martelo e disse que não melhoria a proposta de reajuste salarial. As montadoras ofereceram um reajuste de 5,65% mais um abono de R$ 350. O piso proposto seria de R$ 500, sem alteração na jornada semanal.
Os metalúrgicos reivindicam uma reposição salarial de 5,65% mais 2,64%, que são referentes a um residual do ano passado. Eles querem ainda um abono salarial de R$ 1 mil e piso salarial de R$ 650. Para garantir a manutenção de emprego, o sindicato propõe redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas e o fim do trabalho aos sábados.
A situação na Volvo é mais tranquila do que nas montadoras que recém iniciaram a produção no Paraná. Os salários iniciais pagos na fábrica de caminhões e ônibus são de R$ 540, enquanto nas demais o piso fica entre R$ 350 e R$ 460.
A mobilização maior ocorreu ontem em frente à Audi, onde participaram da assembléia cerca de 800 funcionários, que faziam a troca de turno.

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