Os 16 mil metalúrgicos da Volkswagen terão hoje, a partir das 5 horas, uma assembléia com os líderes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para decidir se aprovam a proposta da matriz da empresa de reverter 3 mil demissões, em troca de um conjunto de medidas que envolve o corte de salários.

Se aceitarem, 1.500 trabalhadores dos demitidos entrarão em licença remunerada até o final de janeiro. E 700 pessoas terão de participar de um programa de demissão voluntária. Eles também podem reduzir os salários e a carga de trabalho em 15%, com a utilização de uma semana de 4 dias. A empresa propõe uma revisão da tabela atual de salários, e o piso salarial baixará de R$ 900,00 para R$ 700,00.

A Volkswagen só se pronunciará a respeito do assunto após as decisões dos metalúrgicos. Luiz Marinho, presidente do sindicato, chegou da Alemanha ontem e evitou dar mais detalhes do que ficou acordado com o setor de Recursos Humanos da Volks alemã.

Marinho acredita que a greve dos metalúrgicos pode se encaminhar para o final na assembléia de amanhã. A greve começou na segunda-feira, dia em que os metalúrgicos ficaram no interior da Volkswagen Anchieta.

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