Metalúrgicos das fornecedoras Audi param produção
Carmem Murara
De Curitiba
Depois de enfrentar uma greve de funcionários há pouco mais de um mês, a montadora Volkswagen/Audi volta a ter problemas com o protesto de trabalhadores. Ontem, foi a vez dos cerca de mil trabalhadores que atuam nas fornecedoras, que fazem parte do condomínio da Audi. Elas tiveram a produção comprometida a partir das 11 horas, após uma assembléia feita no pátio da montadora. Os trabalhadores decidiram ir embora para casa em vez de trabalhar.
A greve atingiu as 13 fábricas principais que estão instaladas dentro do parque industrial da Audi e que produzem bancos, pára-choques e peças automotivas em geral. Os metalúrgicos interromperam o trabalho para pedir reposição das perdas salariais dos últimos 12 meses. Eles querem ainda abono de Natal e aumento real nos salários.
O movimento dentro das fornecedoras aumentou após o acordo que a Audi fechou com os funcionários que trabalham direto na linha de produção. Eles conseguiram um reajuste salarial de pouco mais de 9% mais abono de R$ 600 e fim do trabalho aos sábado a partir de janeiro do próximo ano. Quem trabalha nas fornecedoras quer ter o mesmo direito.
As empresas estavam irredutíveis até ontem, mas após a manifestação elas concordaram em abrir um canal de negociação. Mas ainda não foi marcada uma reunião entre os representantes dos fornecedores e dos metalúrgicos. Hoje, a partir das 7 horas da manhã, haverá uma nova assembléia.





