Metalúrgicos da Volvo também aderem à greve
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os funcionários da Volvo aderiram ontem às paralisações do setor motivadas pela campanha salarial. Os 2,6 mil trabalhadores da montadora paralisaram ontem as atividades das 8 às 9 horas. De acordo com informações do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, a proposta da empresa não atende as reivindicações dos metalúrgicos. A montadora ofereceu reajuste de 4,44% correspondente a correção de 100% do INPC e R$ 1,5 mil de abono a ser pago em setembro, sem aumento real.
Para o vale-mercado, a Volvo propôs incorporar o aumento no valor do benefício no salário dos funcionários. Em assembleia, os metalúrgicos recusaram a proposta e deram prazo até hoje para que haja melhora dos índices. Caso isso não aconteça, a paralisação pode se estender por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira.
Hoje, de manhã o sindicato e a empresa fazem uma nova rodada de negociação. Na segunda-feira, às 7h30, ocorre uma nova assembleia na porta da fábrica para avaliar uma possível contraproposta da Volvo e definir os rumos do movimento. Os trabalhadores reivindicam 10% de reajuste salarial (5,32% de aumento real e 4,44% referentes a correção de 100% do INPC) e abono de R$ 2 mil já em setembro, além de reajuste no vale-mercado para R$ 150. O benefício está congelado há 13 anos em R$ 60.
Na fábrica da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) da Volvo, são fabricados uma média de 24 caminhões e 3 ônibus por dia. Cerca de 80% da produção é destinada ao mercado interno, com os 20% restantes sendo exportados para Chile, Suécia e México.
Os 8,5 mil metalúrgicos da Volkswagen e da Renault em greve. O sindicato pretende realizar uma assembleia na porta das fábricas também na segunda-feira. Caso não haja avanço nas negociações, a greve deve ser mantida.
A Volkswagen está sem produzir desde o dia 3 de setembro. Na unidade de São José dos Pinhais são fabricados em média 840 veículos por dia. Já a Renault, onde a paralisação começou no dia 4 de setembro, produz em média 780 automóveis por dia.
A Volvo e a Renault informaram que continuam em negociação com os trabalhadores. A Volkswagen não comentou o assunto.


