Curitiba - Os funcionários da Volvo, localizada na Cidade Industrial de Curitiba, fizeram ontem um dia de paralisação para reivindicar que a negociação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) seja separada do reajuste salarial anual. Com isso, deixaram de ser produzidos ontem cerca de 120 veículos entre caminhões e ônibus.
Os trabalhadores rejeitaram em assembleias um pacote de R$ 30 mil, entre PLR e 3,5% de aumento real proposto pela empresa. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka, disse que, se a negociação da PLR for separada da data base, ''os trabalhadores terão mais dinheiro no bolso em 2013''.
A proposta dos metalúrgicos é de uma PLR de R$ 22 mil, com o adiantamento da primeira parcela no valor de R$ 12,5 mil em maio; de aumento real de 3,5% mais abono salarial de R$ 8 mil em setembro, além do reajuste do vale mercado para R$ 350, acima dos R$ 239 atuais.
A Volvo informou que a proposta rejeitada em votação realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos foi apresentada pelo próprio sindicato e aceita pela empresa. A montadora informou que consentiu em pagar R$ 30 mil entre PLR e abono salarial, mais 3,5% de aumento real na data base, em setembro, além da reposição da inflação. Por esta proposta, a empresa adiantaria, ainda em maio, aos seus 4 mil funcionários R$ 15 mil referentes aos resultados de 2013.

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