Metalúrgicos da Volvo aderem à greve
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quinta-feira, 21 de setembro de 2006
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A greve dos metalúrgicos da Grande Curitiba ganhou, ontem, a adesão dos funcionários da Volvo, que reforçaram a paralisação iniciada, na quarta-feira, pelos trabalhadores da Renault e Volkswagen-Audi. Em assembléias, na manhã de ontem, os metalúrgicos rejeitaram a proposta feita pelo sindicato patronal e resolveram estender a mobilização que, seria de 24 horas, por mais um dia. Hoje, os trabalhadores discutem, novamente, se retornam ou não ao trabalho.
O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba informou, por meio da assessoria de imprensa, que a partir de agora negociará, diretamente, com as montadoras, tirando o Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea) do circuito. Isso, porque durante a tarde de ontem nenhuma nova proposta foi apresentada.
A assessoria de imprensa do Sinfavea, em São Paulo, informou que a direção regional da entidade mantinha as negociações, ontem, mas que não se manifestaria enquanto não houvesse acordo.
Os trabalhadores querem reajuste de 2,85% - referente à reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos 12 meses - e aumento real de 5%. O sindicato patronal concordou em repor a inflação, mas ofereceu aumento de 2,10%, sendo que 0,78% seriam incorporados somente em setembro de 2007, além de um abono de R$ 250,00.
Na Renault, que tem cerca de 3,1 mil funcionários, as linhas de produção de veículos de passeio e utilitários deixaram de fabricar mais de 600 veículos. Na Volkswagen-Audi, a adesão à paralisação dos 3,8 mil trabalhadores, segundo a assessoria de imprensa, foi total e que 810 veículos deixaram de ser produzidos por dia.
A Folha não conseguiu contato com a assessoria da Volvo. As informações do Sindicato dos Metalúrgicos são de que a unidade em Curitiba tem 1,8 mil funcionários e produz, diariamente, de seis a oito ônibus e de 32 a 35
caminhões.


