Metalúrgicos da Renault param por 24 horas
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quinta-feira, 13 de maio de 2010
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os metalúrgicos da Renault, em São José dos Pinhais-PR, decidiram em assembleia ontem, paralisar as atividades na empresa por 24 horas. A decisão foi tomada logo após terem rejeitado a proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para 2010 feita pela empresa.
A proposta reprovada previa antecipação da 1 parcela da PLR no valor de R$ 4.750,00, pagos no dia 18 de maio, valor total de R$ 7.500,00 para 100% das metas atingidas, e mínimo de R$ 6.200,00. Além de discordar dos valores, os metalúrgicos denunciam que há metas inatingíveis. Dois exemplos são os patamares de produção para este ano e o de participação no mercado. A montadora exige uma produção de 187.687 veículos, sendo que ano passado, em ritmo alto e com excesso de horas extras, o volume foi de 140.394 unidades fabricadas. A meta de crescimento na participação no mercado nacional, de 5%, também é considerada exagerada: no ano passado, este índice ficou em 3,9%.
Os trabalhadores exigem ou um aumento considerável no valor da primeira parcela (neste caso, a segunda parcela seria discutida futuramente), ou um valor total de PLR similar ao das montadoras instaladas em São Paulo. A Ford, de São Bernardo do Campo (SP), por exemplo, fechou na semana passada uma PLR de R$ 9.000,00. Hoje, acontecem novas assembléias para definir os rumos da mobilização.
Com a paralisação a Renault deixou de fabricar ontem 760 veículos. A Renault emprega 4 mil trabalhadores. A montadora informou através da assessoria de imprensa que ficou surpresa com a paralisação e que os funcionários tinham reagido bem quando foi apresentada a proposta de PLR pela empresa.


