Metalúrgicos da Renault entram em greve
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sexta-feira, 04 de setembro de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os 4 mil funcionários da Renault-Nissan de São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) decidiram paralisar as atividades ontem. Em assembleia eles rejeitaram a proposta apresentada pela montadora de correção de 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e abono de R$ 1,5 mil a ser pago em setembro. Os trabalhadores exigem 11% de reajuste, relativos a reposição integral da inflação, aumento real e 1% pendentes da negociação de 2008, além de abono de R$ 2 mil.
Os trabalhadores devem se reunir novamente apenas nesta terça-feira, às 5h20, para uma nova assembleia na porta de fábrica. A expectativa é de que até lá, a Renault apresente uma proposta que atenda as solicitações da categoria.
Na fábrica de São José dos Pinhais são fabricados em média 780 veículos por dia, dos modelos Megane Sedan, Megane Grand Tour, Logan, Sandero, Máster e Sandero Step Way, além de Livina e Frontier, estas duas últimas da Nissan.
Os 3,5 mil metalúrgicos da Volks-Audi entraram ontem no segundo dia de paralisação. Eles estão em greve desde a última quinta-feira porque a empresa não apresentou nenhuma proposta de reajuste. Na próxima terça, acontece uma assembleia na porta da fábrica. Na unidade de São José dos Pinhais são fabricados em média 840 veículos por dia entre os modelos Fox, Crossfox e Golf. Os funcionários querem 10% de reajuste, abono de R$ 2 mil neste mês e elevação do piso salarial de R$ 1.250,00 para R$ 1,5 mil.


