Metalúrgicos da Líder querem reabrir empresa para receber
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terça-feira, 04 de julho de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
Os funcionários da metalúrgica Líder entram hoje na Justiça com uma ação trabalhista para tentar reabrir a empresa, que requereu autofalência para a 4ª Vara da Fazenda Pública e Concordatas, na última sexta-feira. Os empregados alegam que o requerimento é fraudulento e que os donos da Líder já teriam transferido todos os bens pessoais e da empresa para o nome de parentes e amigos. Segundo informações da 4ª Vara, o juiz Nilson Mizuta só deve decidir se aceita ou não o pedido da empresa em agosto, quando terminam as férias forenses.
A demora vai servir para que os funcionários ganhem tempo para tentar reabrir a metalúrgica. Se colocarmos a empresa para trabalhar vamos poder faturar uns R$ 200 mil e isso servirá para pagar o salário do pessoal que está há um mês sem receber, afirmou ontem o gerente industrial da Líder, Carlos Roberto Assunção. A folha de pagamento dos 70 funcionários totaliza R$ 35 mil.
Representante dos metalúrgicos, Assunção disse que os empregados ameaçam invadir a empresa se não houver solução a curto prazo. Pela manhã, eles estiveram reunidos no Sindicato dos Metalúrgicos. Com 30 anos de atuação em Curitiba, a situação financeira da Líder vem se complicando há vários anos. Em 1991, ela se tornou concordatária, mas não conseguiu honrar o pagamento das dívidas que foram se acumulando. Somente com o INSS a dívida é de R$ 3 milhões. Por não recolher impostos, o sócio da empresa Casimiro Lebiedzidjewcky foi preso na semana passada, na Polícia Federal. Ele saiu da cadeia após conseguir um atestado médico. O outro sócio da empresa é Francisco Lebiedzidjewcky.


