Curitiba - Trabalhadores de duas empresas do setor automotivo localizadas na Grande Curitiba entraram em greve por tempo indeterminado: da Renaut, que decidiram pela paralização na última sexta-feira e da Bosch, fábrica de sistemas diesel destinados à produção de veículos, cuja assembleia, ontem de manhã, também optou pela greve. A falta de acordo sobre o valor a ser pago de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) referente a 2010 pode levar à greve também os metalúrgicos da Volks, Volvo e New Holland. Eles têm assembléias hoje de manhã para avaliar as propostas das empresas.
Em assembleia realizada na entrada do primeiro turno da Bosch, ontem no início da manhã, a maioria decidiu não aceitar a PLR oferecida pela empresa, no valor mínimo de R$ 4 mil, com primeira parcela de R$ 2,7 mil a ser paga dia 29 deste mês. Os 3,5 metalúrgicos da unidade da empresa localizada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), que já pararam duas horas em cada entrada de turno na última quarta-feira, exigem mínimo de R$ 5 mil e antecipação em valor maior.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Nelson Silva de Souza, as negociações com as empresas estão ocorrendo diariamente, por isso os empregados terão assembleias diárias para avaliar os resultados e a continuidade do movimento.
A novidade na Renault, localizada em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, ficou por conta de um interdito proibitório obtido pela empresa junto à justiça, que determina que o sindicato não pode impedir os trabalhadores que queiram trabalhar de ingressar na empresa, sob pena de pagar multa. ''O interdito só prejudica quando os trabalhadores não estão mobilizados. Mas eles têm que respeitar a negociação, o sindicato não aceita que as chefias venham ameaçar. É o trabalhador que decide se aceita ou não a proposta'', diz Souza. Os 3,5 mil metalúrgicos da Renault reivindicam PLR no valor de R$ 9 mil
Os metalúrgicos da Volvo, New Holland e Volkswagen têm assembléias hoje. Os 2,8 mil empregados da Volvo, fabrica caminhões e máquinas situada na CIC, querem PLR mínima de R$ 10mil. Os 3,5 mil metalúrgicos da Volks, em São José dos Pinhais, reivindicam a mesma proposta fechada com os trabalhadores de São Paulo, de R$ 4,3 mil para a primeira parcela do PLR. E os 1,8 mil trabalhadores da Case New Holland, também na CIC e fabricante de máquinas agrícolas e de construção, exigem no mínimo 80% do que for fechado nas montadoras instaladas no Paraná.

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