Metalúrgicos da CSN propõem abono para suspender greve
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segunda-feira, 09 de maio de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os trabalhadores da Companhia Siderúgica Nacional (CSN), de Araucária, que estão em greve desde a última quinta-feira, apresentaram ontem uma proposta como condicionante para voltar ao trabalho. Eles querem uma antecipação de R$ 1 mil que poderá ser contabilizada como abono ou como antecipação de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), para posteriormente discutirem a pauta de reivindicações, com 12 itens, apresentada à siderúrgica.
A proposta foi apresentada ontem, em reunião com os dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e representantes da CSN, que ficaram de dar uma resposta até hoje pela manhã. A resposta, que será analisada hoje na assembléia das 6h30 na porta da fábrica, pode indicar o fim do movimento.
Na última sexta-feira, a Justiça do Trabalho de Araucária julgou a greve ilegal e fixou uma multa diária de R$ 1 mil para cada funcionário impedido de trabalhar. De acordo com o diretor do sindicato, Clementino Tomaz Vieira, os trabalhadores não estão sendo impedidos de entrarem na fábrica. Ele achou um absurdo a mobilização policial na porta da CSN, em Araucária. Ontem, haviam sete carros da polícia e mais um do Batalhão de Choque. ''Estamos convencendo os trabalhadores a não entrarem na empresa, mas não impedindo'', argumentou.
De acordo com o sindicalista, está ocorrendo um revezamento entre os metalúrgicos para não parar os serviços essenciais da siderúrgica, o que poderia danificar a planta industrial. Mas a produção de aço como o cliente quer com serviços de pintura e recapagem, ''esses deixaram de ser feitos'', destacou.
A greve atingiu cerca de 470 trabalhadores da CSN e da Indústria Nacional de Laminados (Inal), pertencente à CSN. Os trabalhadores da siderúgica no Paraná reivindicam os mesmos direitos dos colegas da siderúrgica de Volta Redonda (RJ), sede da empresa. Os metalúrgicos estão reivindicando o recebimento de 70% do salário adicional de férias (hoje o valor é de 33%), 40% de adicional noturno (hoje o adicional é de 20%), redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais (hoje a jornada é de 44 horas) e a implantação de adicional de periculosidade para alguns cargos. Segundo o sindicato dos Metalúrgicos estes são os benefícios que os funcionários fluminenses recebem.
Conforme assessoria da CSN, essas reinvindicações estão fora do cronograma de negociação da unidade no Paraná, prevista para o mês de dezembro, período de convenção coletiva. A empresa confirmou que vai participar da reunião que vai acontecer na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), em Curitiba, amanhã.


