Curitiba Os 470 metalúrgicos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que entram hoje no sétimo dia de greve, prometem parar a rodovia do Xisto, a PR-423, em Araucária, sede da unidade da CSN no Paraná e também da subsidiária Indústria Nacional de Laminados (Inal). Os trabalhadores vão protestar contra o que consideram descaso da empresa diante das reivindicações apresentadas, entre elas a isonomia dos metalúrgicos de Araucária com os colegas da matriz da siderúgica, em Volta Redonda (RJ).
As negociações entre o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e a diretoria nacional da CSN de Volta Redonda (RJ), realizada em Araucária ontem, não avançaram. Os metalúrgicos ficaram frustrados porque nenhum dos 12 itens propostos pelo sindicato foi aceito. Em assembléia realizada após a reunião os trabalhadores decidiram continuar com a greve.
Segundo o sindicalista Pedro Rosa, os diretores da CSN alegaram que não tinham autonomia para decidir sobre o pedido de antecipação de R$ 1 mil à titulo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). ''Se não tinham autonomia, o que vieram fazer aqui?'', perguntou.
Em nota oficial, a CSN informou que vai descontar os dias parados e vai cobrar multa do Sindicato dos Metalúrgicos, conforme determinou a Justiça, quando julgou a ilegalidade da greve. A empresa informou, ainda, que a paralisação não representou impacto significativo na operação da unidade. Segundo a CSN, nova reunião foi marcada para a próxima quarta-feira, dia 18.

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