Curitiba Os 470 trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Indústria Nacional de Laminados (Inal), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba (RMC), entraram em greve por tempo indeterminado ontem de manhã. Com isso, cerca de 80 funcionários terceirizados também foram obrigados a parar de trabalhar. Os metalúrgicos reivindicam autonomia para negociar com a empresa no Paraná, já que hoje tudo tem que ser discutido com a diretoria da sede da empresa em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Os trabalhadores reclamam também que não têm os mesmos benefícios dos funcionários fluminenses.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, as tentativas de negociação com a empresa já acontecem há uma semana e até agora só conseguiram uma reunião para a próxima quarta-feira, dia 11, quando a diretoria nacional da empresa virá para o Paraná. A principal reivindicação é que os funcionários da CSN de Araucária possam negociar diretamente com a diretoria paranaense. Além disso os trabalhadores querem receber o mesmo salário e benefícios que os do Rio de Janeiro. O sindicato informou que um funcionário paranaense que exerce a mesma função de um fluminense ganha até três vezes menos.
Entre as outras reivindicações dos trabalhadores estão o recebimento de 70% do salário adicional de férias (hoje o valor é de 33%), 40% de adicional noturno (o atual é de 20%), redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais (hoje a jornada é de 44 horas) e a implantação de adicional de periculosidade para alguns cargos. Segundo o sindicato dos Metalúrgicos estes são os benefícios que os funcionários fluminenses recebem. A CSN tem política de distribuição nos lucros (PLR). Mas a divisão é feita como no Rio de Janeiro e os trabalhadores pedem que este cálculo seja feito de acordo com a realidade da empresa no Paraná.
A empresa se manifestou sobre a greve apenas por meio de nota. ''A CSN foi surpreendida na manhã de hoje (ontem) com a paralisação em sua unidade na cidade de Araucária (PR). Ao tomar conhecimento das reivindicações, a empresa propôs uma reunião com o sindicato em busca do melhor entendimento e solução para as questões levantadas'', diz a nota.

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