Metalúrgicos avaliam proposta amanhã
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quinta-feira, 09 de novembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Representantes das montadoras e dos metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Força Sindical se reuniram ontem para discutir propostas de reajuste salarial, mas, novamente, não houve acordo. As empresas insistem no reajuste médio de 6,5% (8% para quem ganha até R$ 1.560,00 e R$ 124,00 fixos para quem ganha acima disso).
Hoje, devem ocorrer novas discussões. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, está confiante em uma proposta melhor que evite uma greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira. Nos outros segmentos, como autopeças, máquinas, eletroeletrônicos e lâmpadas, as negociações estão mais avançadas e, pelo menos por parte dos trabalhadores da Força Sindical, a proposta das empresas deve ser aprovada em assembléia amanhã.
O presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, disse que vai defender a proposta de reajuste de 8% a partir de janeiro e abono de 20% sobre os salários para os trabalhadores de pequenas e médias empresas da Capital. Para as de grande porte, as negociações serão por empresa. Vamos buscar índices melhores nas grandes empresas e, se não houver negociação, iniciaremos paralisações na segunda-feira.
Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno José Bezerra, a proposta representa um reajuste de 9,66%. A categoria terá aumento real de cerca de 3% e isso é um avanço, pois não temos aumento real desde 1995.
Na CUT, que fará assembléia sábado, a idéia de negociações por empresas também é uma opção. A central não aceita os 8% de reajuste e ontem promoveu paralisações parciais em 30 empresas do ABC e do Interior, envolvendo 11 mil trabalhadores. Os bancários fazem assembléia hoje para discutir se entram em greve na terça-feira.
BancáriosO Sindicato dos Bancários informou ontem que cerca de três mil e quinhentos funcionários das agências bancárias Patriarca, do Unibanco e Boa Vista, do Banco Bandeirantes, ambas localizadas na região central da cidade, paralisaram suas atividades. Segundo o sindicato, a paralisação faz parte da campanha greve por um dia deflagrada há três semanas para pressionar os bancos a negociarem o acordo salarial da categoria, que reivindica 9,21% de reajuste salarial, 19,96% de produtividade e 25% de participação sobre o lucro bruto da instituição. A Federação Nacional dos Bancos (Fenabam) ofereceu 5% de reajuste e correção de benefícios sociais, como auxílio-creche e vale-refeição.
De acordo com o sindicato, às 19h30 de hoje será realizada uma assembléia em que deverá ser confirmada a data do indicativo de greve geral da categoria, marcada para o dia 14.


