Metalúrgico sorteia carro em assembléia
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quinta-feira, 30 de outubro de 1997
Carmem Murara Curitiba 
Os metalúrgicos da Região Metropolitana de Curitiba tiveram um bom motivo para participar ontem da primeira assembléia geral da categoria. Eles puderam concorrer a um Ford Ka zero quilômetro, eletrodomésticos e 60 diárias na colônia de férias de Matinhos - prêmios que seriam sorteados entre os participantes no final da reunião. A assembléia foi a primeira da campanha salarial deste ano. Os metalúrgicos pedem 4,3% como reposição da inflação nos últimos 12 meses e ainda um aumento real de 5%.
As reivindicações foram discutidas durante assembléia, que definiu uma pauta para ser negociada com as empresas. Além dos percentuais de aumento salarial, os metalúrgicos defendem a redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais.
Por enquanto, não há sinalização do percentual de reajuste que deve ser oferecido pelo sindicato patronal. Uma das cláusulas que as empresas deverão analisar é a proposta do Sindicato dos Metalúrgicos de garantir a participação nos lucros. Os sindicalistas pedem que seja dado R$ 200,00 a título de divisão dos resultados. Mas queremos que somente os sindicalizados recebam a participação nos lucros, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Sérgio Butka.
A decisão de restringir os benefícios aos filiados é a estratégia que está sendo adotada pela entidade para aumentar a participação dos trabalhadores no movimento sindical. A Grande Curitiba tem cerca de 35 mil metalúrgicos, um terço sindicalizado.
BancáriosO Conselho do Banestado deve apresentar na próxima terça-feira a proposta de reajuste salarial da categoria. O banco ficou de fora do acordo que deve ser assinado nos próximos dias com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Os funcionários do Banestado pedem os mesmos percentuais de reajuste pedidos pela categoria em geral que são: 10,8% de reposição da inflação e 11% de participação nos lucros. Esperamos que a proposta do Banestado pelo menos respeite os mesmos índices apresentados pela Fenaban, afirmou a presidenta da Federação dos Bancários da CUT, Marisa Stédile. A Fenaban ofereceu 5% de reposição salarial.


