Metalúrgico faz oposição à cobrança de contribuição
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de janeiro de 1997
Agência Estado 
SÃO PAULO - Centenas de metalúrgicos de São Bernardo do Campo foram ontem à sede do sindicato exercer o direito de oposição à cobrança da contribuição assistencial. A taxa foi fixada em assembléia em dezembro e corresponde a desconto de 5% do primeiro salário reajustado - a categoria receberá este mês aumento de 11%.
A revolta contra a cobrança de mais uma taxa compulsória foi a razão que levou, desde quinta-feira e até o início da tarde de ontem, 3.326 trabalhadores a enfrentar longas filas para impedir o desconto. Além da contribuição assistencial, o sindicato recolhe mensalidade paga pelos associados, de 1% do salário, e o imposto sindical, de um dia de trabalho, em março.
Expectativa da direção do sindicato era de que, até segunda-feira - último dia determinado pela entidade para exercer o direito de oposição -, cerca de 6 mil recusarão a cobrança. Isso significa 5% da base, de 120 mil empregados. Caso a estimativa se confirme, haverá aumento de 50% de insatisfeitos com o desconto, na comparação com o ano passado. Em 1996, quando perto de 4 mil exerceram o direito.
Para Grana, a publicidade em torno do assunto aumentou a procura pelo direito de oposição. Além disso, de acordo com o dirigente, o sindicato está justamente discutindo, no congresso da categoria com encerramento previsto para maio, depois de vários ciclos de debates com a base, novas formas de sustentação da entidade.


