Curitiba - O metalúrgico Gilson Ricardo Batista dos Santos, 32 anos, entrou ontem em greve de fome na porta da montadora Volkswagen, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Ele protesta contra a falta de isonomia salarial entre a fábrica paranaense e a paulista, de São Bernarndo do Campo e Taubaté. O metalúrgico disse que vai ficar até sexta-feira sem comer e sem beber.
Santos iniciou a greve de fome por volta de 14h30 minutos após realização de assembléia dos trabalhadores, que rejeitaram a greve e optaram por fazer novas paralisações de duas horas antes do início dos turnos de trabalho. Em reunião ocorrida ontem na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), entre a Volks e a direção do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e região, não houve avanços na divergência em torno do valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A empresa manteve a oferta de R$ 3,4 mil de participação dos lucros, enquanto os trabalhadores querem R$ 4 mil. Em São Paulo, os metalúrgicos vão receber R$ 5 mil de PLR. Segundo o sindicalista Jamil D’Ávila, numa tentativa de intermediar o conflito, o Sindicato dos Metalúrgicos colocou em votação uma PLR de R$ 3,6 mil, proposta que foi rejeitada. Ainda conforme o sindicalista, a opção pela greve poderá ser adotada se houver retaliação por parte da empresa.
O metalúrgico que entrou em greve de fome é representante da Comissão de Fábrica, no sindicato, e está de férias desde a última segunda-feira.

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