A crise no setor automotivo, com a paralisação das montadoras afetou diretamente as fábricas de autopeças. Em Jundiaí, o Sindicato dos Metalúrgicos homologou essa semana 300 demissões e três grandes fábricas anunciaram férias coletivas a partir de terça-feira para 4.500 funcionários. A decisão dos patrões assusta os trabalhadores, segundo o vice-presidente do Sindicato, Evandro Oliveira Santos.
Ele disse que para quarta-feira está marcada a reunião da data-base da categoria. As indústrias queriam adiar para janeiro as negociações, aguardando a ‘‘virada’’ da economia. Santos disse que nesse momento, os trabalhadores querem manter seus empregos e as indústrias não querem ter prejuízos. Já anunciaram férias coletivas a Krupp Metalúrgica de Campo Limpo Paulista, a maior forjaria da América Latina; a ITT Automotive-Continental e a Bullhoff.
As empresas, segundo o sindicalista, esperam as reformas prometidas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Elas só informam ao sindicato as decisões, e não há como dialogar. Só nessa semana foram marcadas homologações de demissões de cerca de 150 funcionários da Krupp, 50 da Sifco, 50 da Plascar e 50 da Bullhoff. Santos disse que não dá para prever o que vai ocorrer, porque não há notícias boas. ‘‘Só ruim. A categoria que já teve no passado 30 mil metalúrgicos, hoje está com 20 mil.

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