O Banestado tenta vender na segunda-feira, pela segunda vez este ano, a Metalúrgica Impar. Com sede em Ponta Grossa, a Impar é uma das maiores e mais antigas indústrias do setor metalúrgico da região do Campos Gerais, onde está concentrado o segundo pólo metal-mecânico do Estado.
A Impar foi construída na década de 70. Desde então veio aprimorando sua linha linha de produção e ampliando suas instalações. Porém, no final da década de 80, devido a uma dívida contraída junto ao antigo Badep (Banco de Desenvolveimento Econômico do Paraná), a metalúrgica foi obrigada a encerrar suas atividades
Com a liquidação do Badep o Banestado assumiu o administração da dívida da Impar. Desde então vem tentando compor alguma parceria para promover a reativação. Esse é o segundo leilão em quatro meses. Na primeira concorrência não apareceu nenhum comprador. Nesta segunda o leilão acontece às 14 horas, na Rua Comendador Zake Sabbag, nº 101, no bairro Santa Cândida, em Curitiba.
O preço mínimo estipulado é de R$ 9.700.000,00. Por esse preço o comprador leva uma área de 290.400 metros quadrados, com 15.760 metros quadrados de árera construída. A estrutura da metalúrgica é composta por máquinas para fundição cura frio; equipamentos de fundição pelo processo de areia sintética; sistema de macharia; rebarbação; almoxarifado; laboratório e sistema elétrico.
Para o secretário municipal de Indústria e Comércio, Herculano Lisboa, a reativação da Impar tem importância fundamental no processo de desenvolvimento do setor metal-mecânico de Ponta Grossa. De acordo com Herculano, a Impar também pode se transformar numa grande fonte de geração de empregos. ‘‘São entre 900 e 1,2 mil postos de trabalho’’. Segundo Herculano, a grande vantagem da Impar - e o que pode atrair o interesse dos empresários -, é que com algumas modificaçäs no seu perfil de produção, a metalúrgica pode passar a fábricar peças para o setor automotivo.Ney de SouzaAs instalações Impar, desativada desde o final da década de 80Giovani Ferreira

mockup