Metalúrgica deve gerar mil empregos
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quarta-feira, 06 de agosto de 1997
Carina Paccola Londrina 
Marcos BorgesVisitaHaberfeld, da Dixie Toga, ontem em Londrina: cronograma em diaO juiz da 6ª Vara Cível de Londrina, Celso Saito, emitiu ontem de manhã posse provisória de terreno de 172.500 m2 (sete alqueires) na Cidade Industrial (zona norte) para a Prefeitura de Londrina. A área, que pertencia à Agropecuária Vezzozo, foi desapropriada pela Prefeitura para doação a uma indústria metalúrgica, cujo nome está sendo mantido em sigilo pelo prefeito Antonio Belinati. A indústria deverá gerar cerca de mil empregos. Os investimentos devem superar US$ 50 milhões. Para obter a imissão de posse provisória, a Prefeitura depositou em juízo cerca de R$ 389 mil anteontem.
O valor pago por metro quadrado é R$ 2,26, conforme avaliação da Comissão Especial de Avaliação da Cidade Industrial, criada pela Prefeitura. Fazem parte da Comissão representantes de várias entidades ligadas à área imobiliária e de construção civil. O processo ontem estava sendo analisado pelo promotor José Araídes Fernandes.
Dixie Toga O terreno da nova fábrica fica ao lado da área onde será construída a indústria de embalagens Dixie Toga. Ontem, o presidente executivo da Dixie Toga, Roberto Haberfeld, esteve em Londrina para conhecer a Cidade e acompanhar o andamento das obras. Segundo ele, o cronograma está sendo cumprido. A terraplenagem está adiantada. Antes do final do ano serão montados os equipamentos e o funcionamento está previso para o primeiro trimestre.
Haberfeld explicou que em Londrina funcionarão duas unidades: a de food service e a de flexografia. As duas unidades somam investimentos de US$ 40 milhões. Serão gerados 300 empregos diretos. A unidade de food service fabrica copos, guardanapos, tampas, canudos e embalagens descartáveis usadas por grandes redes de alimentação. Nessa unidade, há também a linha vendida em supermercados para o consumidor final. A Dixie Toga é fornecedora exclusiva de embalagens para a rede Mc Donalds no Brasil e na Argentina.
A Dixie Toga está transferindo para Londrina a unidade de food service que funciona hoje em São Paulo, na região de Santo Amaro. Segundo Haberfeld, a mudança para Londrina está ocorrendo porque a unidade de Santo Amaro não comporta modernização, já que não pode ser ampliada para receber novos equipamentos. Com a nova unidade de Londrina, a produção da Dixie Toga na linha food service vai aumentar em 50%.
A unidade de flexografia (embalagens flexíveis) de Londrina vai usar uma nova tecnologia que está sendo introduzido pela Dixie. Nessa mesma linha, a Dixie Toga acaba de se associar à Itep, de Cambé. Com esse investimento e com a fábrica de Londrina, o complexo de embalagens flexíveis vai ter incremento de 30% na produção.
No fim do ano passado, a Dixie comprou a Impressora Paranaense, que fica em Curitiba. O grupo emprega 3 mil funcionários e projeta faturamento, a partir de 1998, de US$ 500 milhões.


