São Paulo Os metalúrgicos da unidade da Volkswagen de Taubaté rejeitaram ontem à tarde, depois de duas assembléias, a proposta do Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea) de reajustar os salários em 15,7%. Depois das reuniões, a categoria protocolou um documento na empresa, informando à montadora que vai entrar em greve em 72 horas, ou seja, a partir da próxima quinta-feira.
Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 17,5% e o fim da semana de quatro dias. Para o presidente do sindicato dos metalúrgicos de Taubaté, Antonio Eduardo Oliveira, a recusa dos trabalhadores em não aceitar a proposta da VW pode ser arriscada. ''Se acabar a semana reduzida a fábrica vai recalcular o número de trabalhadores excedentes'', pondera. Os metalúrgicos da Volkswagen de Taubaté podem ser os únicos da categoria no Estado a rejeitar a proposta das montadoras.
O percentual oferecido pelas montadoras ainda incorporaria aos salários um aumento de R$ 659,00. Segundo o Sinfavea, o reajuste seria dividido em duas parcelas: a primeira, a ser paga já em novembro, de 14,1%, enquanto a complemantação do restante ocorrerá em fevereiro. De acordo com a assessoria de imprensa da VW, a empresa continua estudando alternativas para o plano de redimensionamento de suas operações em Taubaté e tem perspectivas para um novo acordo.
GM Em São José dos Campos os metalúrgicos da General Motors (GM) também se reuniram para discutir o PDV. Segundo a proposta da empresa, o valor da participação nos Lucros (PLR) deste ano será de R$ 2.930,00, se a meta de 250 mil carros for alcançada. Ainda segundo a GM, o valor mínimo a ser pago será de R$ 2.354,00 e o máximo (se as metas forem ultrapassadas) de R$ 3.616,00.
O sindicato estima que o benefício fique em torno de R$ 3.100,00. A GM já pagou a primeira parcela de R$ 1.260,00, em junho deste ano. A segunda parcela deve ser paga em 15 de janeiro de 2004. No ano passado o valor da Participação foi de R$ 2.800,00.
As paralisações para pressionar negociações na categoria se estenderam também à Ford, onde 4 mil funcionários decidiram que não irão trabalhar hoje. Na Scania, 500 trabalhadores do segundo turno cruzaram os braços ontem. Na Mercedes-Benz, a estratégia de parar um setor mensalista por dia, adotada há dois dias, vai continuar. ''Isso acaba com qualquer boato de que os sindicatos estavam atrelados ao governo'', disse o presidente do sindicato do ABC, José Lopez Feijóo.

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