Em três anos, entre 2005 e 2008, a proporção dos que tinham telefone celular para uso pessoal passou de 36,6% para 53,8% da população de dez anos ou mais de idade, sendo que, para 44,7% dessas pessoas (ou cerca de 38,6 milhões de brasileiros), o celular era o único telefone para uso pessoal.
No Paraná, 58,8% da população tinham celular em 2008, e em Curitiba, a proporção já chegava a 69,6%. Apesar do Paraná ter o menor percentual da região Sul (62,8%), o Estado teve o maior crescimento em relação a 2005 (18,0%). A posse de celular, tanto em 2005 quanto em 2008, estava diretamente relacionada ao nível de escolaridade e ao rendimento.
A pesquisa também mostra que os custos de manutenção da telefonia fixa, que requer o pagamento de uma mensalidade, estão afastando o consumidor desta modalidade. Por outro lado, o celular oferece a modalidade do plano pré-pago, que permite cada vez mais acesso a este bem. Por este motivo, para 38,6 milhões de pessoas, quase 45% da população que tinha celular em 2005, este era o único telefone de uso pessoal. Este percentual diminui conforme aumentam os rendimentos. Em 2008, o celular continuava sendo um bem de baixa penetração entre os trabalhadores de atividades agrícolas (24,2%). (M.G.)

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