Metade das empresas de Foz é informal
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segunda-feira, 25 de março de 2002
Alexandre Palmar Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu Censo econômico realizado em Foz do Iguaçu revela que metade das 9.745 empresas do município está na informalidade. Além de divulgar o número de firmas na cidade, o estudo - realizado de novembro de 2001 a março 2002 - mostrou quais são as características das empresas, identificando suas potencialidades e deficiências.
A pesquisa aponta que os estabelecimentos comerciais correspondem a 51,8%, os prestadores de serviço 43,3% e as indústrias somente 4,9%. O potencial industrial está bem abaixo dos índices alcançados por outros municípios do mesmo porte populacional de Foz. Em Cascavel, por exemplo, com 12 mil empresas, este dado chega aos 10%, revela censo feito com metodologia semelhante ao da fronteira.
O estudo também identificou alguns aspectos curiosos, como a existência de 476 salões de beleza e cabeleireiro, o que equivale a um salão para cada grupo de 500 habitantes. Dentro do ramo de serviços, as oficinas mecânicas aparecem em segundo lugar com 346 pontos. O relatório apontou ainda 1.101 lanchonetes e 707 mini-mercados.
O censo trouxe dados negativos de Foz, cidade que sempre apostou suas fichas no turismo e na expansão da rede hoteleira. De cada 10 empresários, somente três pretendem fazer algum tipo de investimento em 2002. A informação demonstra a incerteza do empresariado, reflexo da crise ocasionada pós decadência do número de sacoleiros em Ciudad del Este (Paraguai).
Levantamento semelhante foi realizado em 210 cidades do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, com questionários contendo 50 questões. O censo representa a perspectiva de se poder interferir na realidade do município, incentivando o pequeno, médio e grande empresário, afirma o coordenador da pesquisa, Danilo Vendruscolo, da Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (Acifi), entidade que encomendou o estudo.


