Meta no PR é aumentar exportações em 30%
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quinta-feira, 25 de março de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná é responsável atualmente por 10% de toda a exportação nacional. No ano passado, foram comercializados US$ 7,8 milhões em mercadorias e produtos. Os setores com maior aceitação no mercado internacional são: móveis, automotivo, vestuário, papel e celulose, agroindústria e eletroeletrônica. A meta é crescer 10% em 2004 e 30% em 2005. Para isso, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) está desenvolvendo encontros regionais de planejamento compartilhado, reunindo representantes das indústrias, universidades, comunidade, trabalhadores, empresas de ciência e pesquisa e governos municipais e estadual.
Ontem, o encontro foi em Curitiba. Outros seminários foram realizados nas regionais de Londrina, Maringá, Cascavel, Pato Branco e Ponta Grossa. ''Todos estão expondo propostas para o crescimento sustentável'', afirmou o empresário Rodrigo Rocha Loures, presidente do Sistema Fiep. No Paraná, estima-se que existam 30 mil indústrias que geram cerca de 500 mil empregos formais diretos.
Loures acredita que para crescer mais, a indústria paranaense precisa voltar os olhos para a exportação. ''A exportação não depende tanto do cenário econômico nacional'', justificou. Todos os participantes dos encontros aprendem a aplicar a metodologia da investigação apreciativa, que leva os participantes a verificar as mudanças que podem ser promovidas. Em Londrina, por exemplo, várias propostas foram desenvolvidas durante o seminário local. Desde a necessidade de desenvolvimento de educação formal e continuada até a necessidade de internacionalização da Fiep, para que seja um intermediador entre os negócios no Exterior e os empresários paranaenses.
O superintendente do Sistema Fiep, Marcos Schlemm, disse ainda que existem propostas para que o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) seja estratégico para apontar às universidades as reais necessidades do setor industrial. ''Ele deve promover programas para as universidades sintonizadas com a indústria. A intenção é aproximar a universidade e os estudantes do mundo industrial'', disse Schlemm.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) poderá criar novos programas não convencionais como o ensino à distância, por exemplo. Programas de responsabilidade social também serão incentivados (saúde, prevenção, educação e segurança de trabalho). Todas as propostas serão acopladas num plano de ação global das indústrias paranaenses num encontro marcado para os dias 2 e 3 de abril.


