Meta fiscal do superávit não muda
Brasília - O chefe da missão do FMI também acabou jogando água fria na expectativa de alguns setores do governo e políticos que esperavam uma definição ainda esse ano sobre o projeto-piloto para a exclusão dos investimentos em infra-estrutura do cálculo do superávit primário das contas públicas. Ele fez questão de ressaltar que o projeto não levará a nenhuma mudança na meta fiscal de superávit primário de 4,25% do PIB.
''Ainda é muito cedo'', afirmou. Segundo ele, como o projeto-piloto ainda está em sua fase inicial, não há como prever suas conclusões. ''O plano não é para extrair investimentos das contas públicas. É para vermos como deveríamos pensar e olhar as contas públicas'', ressaltou.
O representante do FMI disse que a fase agora é de estudo. ''Estamos escutando as idéias e pensando como podemos prosseguir nesse tema. Estamos no período de pensar, falar e estudar'', disse Gerson.
O secretário do Tesouro informou também que a proposta brasileira de estabelecer uma nova fórmula de cálculo do superávit primário das contas públicas deverá ser discutida com os técnicos, mas não em detalhes. ''Vamos planejar como será esse projeto-piloto. A discussão detalhada deverá acontecer a partir de junho ou julho'', disse Levy.
A proposta defendida pelo governo brasileiro é de dar um tratamento diferenciado para os investimentos públicos com retorno garantido. Uma outra missão, do Departamento Fiscal do FMI, virá ao Brasil para continuar as negociações.





