Brasília O setor público consolidado (Tesouro Nacional, Banco Central, Previdência Social, Estados, municípios e estatais) conseguiu gerar em fevereiro um superávit primário (receitas menos despesas, sem incluir gastos com juros) de R$ 7,621 bilhões. Essa economia é utilizada para o pagamento de juros nominais da dívida pública.
Com o superávit primário de fevereiro, no primeiro bimestre do ano, o esforço fiscal soma R$ 16,084 bilhões, o equivalente a 6,59% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa economia supera em R$ 684 milhões a meta trimestral acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Pelo acordo, o País deveria gerar superávit primário de R$ 15,4 bilhões até março.
Com relação ao resultado de fevereiro, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central, do total economizado, R$ 4,607 bilhões foram resultado do esforço fiscal do governo central (Tesouro, BC e Previdência); R$ 1,702 bilhão dos governos regionais e R$ 1,312 bilhão das empresas estatais.
Em fevereiro de 2002, o setor público gerou um superávit primário de R$ 3,092 bilhões. Naquele ano, no primeiro bimestre, a economia do setor público foi de R$ 8,532 bilhões.
No fluxo de 12 meses terminados em fevereiro, o superávit primário é de R$ 59,942 bilhões, o equivalente a 4,38% do PIB, o que está em linha com a meta fiscal fixada para o ano de 2003, que é uma economia de 4,25% do PIB.

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