Projeto da 3ª fábrica fortalece grupo francês no Mercosul, onde deverá investir US$ 1 bilhão
Arquivo FolhaPÓLO PARANAENSEVista geral da fábrica da Renault em São José dos Pinhais: planos do grupo € ter no Mercosul o segundo mercado mundial, com vendas anuais de 300 mil veículosA ambiciosa estratégia da Renault do Brasil para conquistar 10% do mercado brasileiro de automóveis ganha novo reforço com a instalação de mais uma fábrica no complexo industrial da montadora localizado em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. A empresa quer vender 300 mil veículos por ano no Mercosul, onde estará investindo mais de US$ 1 bilhão. O Mercosul representará o segundo mercado da Renault no mundo, seguido da Europa Ocidental.
Para atingir sua meta na região, a indústria francesa escolheu, no Brasil, o estado do Paraná para implantar seu projeto. A fábrica Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, exigiu investimentos de US$ 670 milhões. No mesmo complexo, a empresa construiu a fábrica de motores – Mecânica Mercosul – onde investiu US$ 220 milhões. Inaugurada em dezembro do ano passado, a indústria de motores terá capacidade de produção de 280 mil unidades por ano.
Luc-Alexandre Ménard, diretor-geral da Renault do Brasil e Mercosul, lembra que a fábrica Ayrton Senna constitui um elemento chave da estratégia de crescimento da empresa no Mercosul. Iniciou a produção com o Scénic e agora com o Clio 2, nas versões 1.6 e 1.0, com a qual disputará o concorrido segmento de veículos compactos, que hoje representa 65% do mercado brasileiro. A longo prazo, a capacidade de produção das fábricas de São José dos Pinhais e de Córdoba, na Argentina, poderá atingir 360 mil veículos por ano.
A Renault entrou comercialmente no Brasil com o Twingo. Decidiu industrializar, no Paraná, o seu ‘‘best seller europeu’’, o Scénic, hoje já um dos mais vendidos no seu segmento. Agora passa a oferecer no Mercosul, os mesmos veículos lançados na Europa. O Mégane Hatch e o Mégane sedã já estão sendo produzidos no Brasil e agora virão o Kangoo e o furgão Master. Somando-se os veículos importados da França (Laguna, Laguna Nevada e Espace), a quase totalidade da linha européia da Renault estará, em breve, disponível no Mercosul. (P.R.)

mockup