Meta de US$ 100 bi é
viável, diz Botafogo
O Brasil está demorando muito a definir que tipo de concessões e vantagens vai oferecer em troca da queda de barreiras comerciais a produtos brasileiros no exterior. A crítica é do secretário-executivo da Câmara de Comércio (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, José Botafogo Gonçalves, que considera ‘‘perfeitamente viável’’ a meta de exportações anuais de US$ 100 bilhões, prevista para 2002, embora tenha admitido que, no primeiro semestre do ano, as ‘‘exportações tiveram uma performance medíocre’’.
‘‘Mas não é fora de propósito e muito menos impossível’’, garantiu. ‘‘Mas temos que continuar persistindo na coordenação dos esforços do setor privado e do governo no programa especial de exportação.’’ Segundo ele, a constatação é verdadeira apenas ‘‘do ponto de vista aritmético’’ já que, na sua opinião, a concentração das importações em bens de capital e a redução da dependência interna a outros produtos estrangeiros compensam em parte o fraco resultado estatístico.
Botafogo, que participou ontem do lançamento do Prêmio Rio Export, iniciativa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), respondia diretamente a uma crítica do presidente da entidade, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira.
O empresário lembrara que estudos feitos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) demonstraram que o Brasil vem perdendo mercados em vários produtos.

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