A economia de energia durante o racionamento registrou ontem o pior desempenho nos 23 primeiros dias na região Nordeste. Nessa região a economia em setembro está em 16,6%. No Sudeste e Centro-Oeste a redução de consumo foi de 19%. A meta do racionamento é redução de 20% em relação ao consumo médio de maio, junho e julho do ano passado.
A única região a alcançar a meta do racionamento foi o Norte abastecido pela hidrelétrica de Tucuruí (leste do Pará, partes do Maranhão e Tocantins, segundo classificação do setor elétrico). Nessa região, a economia em setembro está em 20,6%.
No mês passado, nos primeiros 23 dias, a economia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste foi de 20% e, no Nordeste, de 19,3%. Em julho, nesse mesmo período, a economia foi de 21,7% no Sudeste e Centro-Oeste e 21,3% no Nordeste. Em junho, primeiro mês do racionamento, a economia foi de 18,7% no Sudeste e Centro-Oeste e 19,3% no Nordeste.
Apesar de o consumo de energia estar aumentando, o nível de água dos reservatórios das hidrelétricas está caindo de forma mais lenta do que o governo esperava. No Sudeste e Centro-Oeste, os reservatórios estão 3,82 pontos percentuais acima do planejado e, no Nordeste, 1,4 ponto percentual acima.
Os reservatórios estão mais cheios porque está chovendo acima do que o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) previa. O racionamento foi planejado para chuvas de 75% da média histórica no Sudeste e 56% da média no Nordeste. Está chovendo 82% da média no Sudeste e 65% no Nordeste.

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