O presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE), ministro Pedro Parente, afirmou que pode dizer ‘‘legitimamente’’ que a meta de economia de energia foi atingida no mês de junho. Ao avaliar positivamente a redução no consumo, o ministro considerou os balanços semanais, em que a economia chegou a 21,6% (entre 23 e 29) no Sudeste/Centro-Oeste e a 22% no Nordeste.
O ministro explicou que os primeiros dias de junho, em que a economia foi menor, estavam pesando no balanço do mês. Ele confirmou os números do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) de que o consumo caiu 19% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e 19,7% no Nordeste. No Sul do País houve uma redução voluntária de 5,4%.
A energia armazenada nos reservatórios em junho ficou 1,25 ponto percentual acima do esperado no Sudeste/Centro-Oeste e 0,21% ponto no Nordeste. Com os números do primeiro dia de julho, o resultado sobe para 1,34% e 0,35% respectivamente.
GatilhoO governo decidiu criar um ‘‘gatilho’’ para a decretação de feriados em caso de necessidade adicional de economia de energia. Esse gatilho será um percentual de queda no nível de água além do esperado nos reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Quando esse percentual for atingido, o feriado será automaticamente adotado. A proposta é que a medida vigore até que o nível dos reservatórios volte ao normal, disse o ministro do ‘‘apagão’’, Pedro Parente.
O grupo que estuda a medida concluiu que a economia é maior quando o feriado é na sexta-feira. A economia seria de aproximadamente 2% no Sudeste e 1% no Nordeste se adotado de julho a novembro. Os técnicos que estudam a medida definiram quatro possibilidades de gatilho: meio, um, um e meio ou dois pontos percentuais de afastamento, para baixo, no nível esperado para os reservatórios. Atualmente, os reservatórios do Sudeste e do Centro-oeste estão 1,34 ponto percentual acima do esperado e, no Nordeste, 0,35 ponto percentual acima.

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