A fábrica de automóveis Fiat e sua rede de concessionárias pretendem conquistar 30% da participação do mercado nacional até o final do ano. A meta foi estipulada pela empresa para fazer frente à principal concorrente, a Volkswagen. Hoje, a Fiat detém 26,5% das vendas no varejo, enquanto a Volks lidera o ranking com uma participação de 32%. A estratégia para crescer passará pelo investimento no conceito de ‘confiabilidade’.
A idéia é convencer o cliente de que o produto atende às exigências do consumidor. ‘‘Antes o que diferenciava um produto do outro era a qualidade, mas ela foi equiparada. Depois, veio o serviço e hoje voltamos ao sistema antigo, que é o fio do bigode’’, afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Concessionários de Automóveis da Fiat (Abracaf), Humberto Pereira Carneiro, que esteve ontem em Curitiba para uma reunião com as 30 revendedoras da marca no Estado.
O encontro serviu para que a associação apresentasse a estratégia de vendas e as mudanças que devem ocorrer.
A Fiat tem uma rede de 427 concessionárias em todo o País, contra 750 da Volkswagen. As revendas chegaram a 43,8 mil carros zero quilômetro no mês passado. A modelo mais vendido foi o Palio, com 25 mil unidades. Segundo a Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Fenabrave), as montadoras devem vender 2,7 milhões de veículos neste ano. Cerca de 1,8 milhão serão automóveis de passeio.
Com um faturamento de R$ 8,7 bilhões no ano passado, a rede de concessionárias Fiat aposta num aumento do faturamento para R$ 10 bilhões em 97. Do total de vendas, 85% são financiamentos, consórcios ou leasing. ‘‘O financiamento é positivo porque o automóvel passa a ser um bem de uso e não propriedade’’, afirmou Carneiro. Hoje, a rede de concessionárias Fiat trabalha dando um desconto entre 2% e 3%.

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