Meta com FMI é quase inalcançável
Meta com FMI é quase inalcançável
Para alcançar as projeções feitas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), de superávit comercial este ano de US$ 2,873 bilhões, o Brasil teria de manter sua balança comercial superavitária em no mínimo US$ 718 milhões de setembro a dezembro. Cifras difíceis de alcançar na opinião de analistas, considerando o desempenho da balança até agosto, que acumula défcit de US$ 706 milhões.
O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, anunciou no último dia 18, porém, uma meta de superávit entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões para esse ano. Mesmo considerando as projeções do presidente do BC, o valor do superávit mensal até dezembro, teria de ser de pelo mesno US$ 375 milhões.
O secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior, José Botafogo Gonçalves, disse que a recuperação da atividade econômica surpreendeu o Fundo Monetário Internacional (FMI), que esperava um resultado mais negativo para este ano. Na primeira projeção feita pelo FMI, no início do ano, logo após a desvalorização cambial, o superávit deveria ser de US$ 10,8 bilhões, segundo o FMI. Com a menor redução da atividade econômica do que o esperado no primeiro semestre, os cálculos foram refeitos e a projeção caiu para US$ 2,873 bilhões. Na opinião da secretária de Comércio Exterior, Lytha Spíndola, a recuperação da balança nos últimos anos indica que é possível fechar o ano com superávit, mas Lytha não arrisca dizer qual seria o valor.
Em 1997 a balança comercial foi fechada com déficit de US$ 6,765 bilhões. Em 1998, houve uma pequena recuperação, mas o déficit ficou em US$ 6,607 bilhões. Este ano, porém, o saldo negativo de agosto de US$ 706 milhões é bem menor do que o acumulado até o ano passado. Em julho, a balança comercial registrou um pequeno superávit de US$ 94 milhões, mas este mês voltou a registrar US$ 181 milhões de déficit. A meta do governo é dobrar as exportações para US$ 100 bilhões até 2003.





