Curitiba - Dos 16 postos que vendem gás natural veicular (GNV) em Curitiba, 13 subiram o preço do combustível em até 5%. Na bomba, os preços subiram de R$ 1,19 para até R$ 1,25 o metro cúbico. O reajuste ocorreu apesar da Companhia Paranaense de Gás (Compagas) ter mantido os preços. A empresa se recusou a repassar o aumento de preço autorizado pela Petrobras, que reajustou em dólar o produto vindo da Bolívia. A Compagas manteve os preços do gás vendido às distribuidoras em R$ 0,7044 o metro cúbico.
Para o proprietário do Auto-posto Tartarugas, de Curitiba, Jair Celio Massuchin, os donos de postos não tiveram mais como represar os preços do gás ao consumidor e estão recompondo a margem de lucro. Ele disse que ainda não reajustou o gás em seu posto, mas deve aumentar assim que analisar sua planilha de custos.
De acordo com o empresário, os proprietários de postos foram surpreendidos pela aferição das bombas de gás pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) no último mês de dezembro. Essa aferição custou R$ 360,00 por bico da bomba. Massuchin disse que gastou R$ 1.200,00 para aferição de duas bombas e quatro bicos. Além disso, os donos de postos estão enfrentando pressão de custos, decorrentes do aumento de energia elétrica, do PIS/Cofins, dissídio coletivo e do seguro-apagão, ocorridos no ano passado.
Para o presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, o movimento de reajuste no preço do gás foi isolado e não tem a participação do sindicato. Ele também atribui o fato á recomposição de margens.
Conforme a Compagas, há em Curitiba, cerca de 13 mil carros convertidos para GNV, que tem como vantagem a economia de até 60% no preço do combustível.

mockup