Mesmo com queda no volume, exportação de suínos rende mais
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sexta-feira, 16 de julho de 2004
Agência Estado 
São Paulo - O Brasil embarcou menos e faturou mais com as exportações de carne suína no 1º semestre de 2004. Foram vendidas 223.612 toneladas, queda de 5% ante o volume do 1º semestre de 2003. A receita cambial atingiu US$ 303,9 milhões - alta de 27%. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).
O maior faturamento é resultado do aumento de 33,5% no preço médio da tonelada exportada, que fechou em US$ 1.359,00 no 1º semestre deste ano. Segundo a Abipecs, o aumento do preço médio ocorreu porque os exportadores conseguiram aumentar as vendas de cortes na comparação com o volume de meias-carcaças.
No 1º semestre de 2003, o País exportou 161.788 toneladas de cortes e 73.023 toneladas de meias-carcaças. As vendas de cortes representaram 69% dos embarques, passaram para 175.577 toneladas, enquanto as de meias-carcaças recuaram em 48.033 toneladas. Assim, as vendas de cortes passaram a representar 78,5% do total. Em junho, as exportações de carne suína somaram 42.420 toneladas, aumento de 0,3% sobre o mesmo mês de 2003. Em receita cambial as vendas foram US$ 61,3 milhões: aumento de 41%. O preço médio da tonelada foi US$ 1.445, alta de 41% ante o mesmo mês de 2003.
O preço da tonelada vem crescendo ao longo 1º semestre, segundo revelam os dados da entidade. Em janeiro, o valor médio FOB da carne suína foi US$ 1.284,00 por tonelada, alta de 12,53%. Em receita, o faturamento de junho é mais do que o dobro do obtido em janeiro, quando a receita cambial foi US$ 26,5 milhões. Em volume, as exportações de junho também foram mais do que o dobro das de janeiro, quando se embarcou 20.679 toneladas.
No acumulado dos últimos 12 meses (de julho/03 a junho/04), as exportações somaram 480.290 toneladas, pouco menos do que os 491.487 de 2003. Já a receita cambial atingiu US$ 611,09 milhões no acumulado, ante US$ 546,53 milhões de 2003. A expectativa da Abipecs é de que as exportações de 2004 tenham, em volume, desempenho semelhante ao obtido nos últimos 12 meses. Em receita cambial, a entidade trabalha com uma projeção entre 20% e 25% maior do que a de 2003, o que significaria pelo menos US$ 655,8 milhões de faturamento.


