Brasília - Apesar da crise econômica internacional, o otimismo do consumidor brasileiro aumentou pelo segundo mês consecutivo, mostra pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada ontem. Em outubro, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) cresceu 0,5% na comparação com setembro, quando o indicador já havia crescido 0,4% em relação a agosto.
Desde abril deste ano, o Inec mantém-se relativamente estável e só nesses dois últimos meses registrou uma leve alta. ''Apesar da evolução recente, não se pode afirmar que a confiança do consumidor está retomando trajetória de crescimento'', pondera o estudo.
A melhora no Inec em outubro, no entanto, não elimina a preocupação do consumidor com a inflação. Nesse componente, o otimismo do brasileiro diante da inflação caiu 1,9% de setembro para outubro. ''Esse indicador está 23,3% abaixo do registrado em outubro de 2010, o que mostra uma preocupação muito grande dos brasileiros com a inflação'', ressalta o economista da CNI Marcelo Azevedo.
Seis componentes formam o Inec. Desses, três apresentaram melhora em outubro ante setembro: expectativas de desemprego (mais 2,6%), avaliação de situação financeira (2,2% acima) e endividamento (mais 2,6%).
Segundo a confederação, ''o comportamento desses três índices demonstra que os consumidores estão confiantes na oferta de vagas no mercado de trabalho e que a maioria deles melhorou ou manteve a mesma situação financeira e reduziu ou permaneceu com o mesmo nível de endividamento''.
Quando o quesito é aumento de salários, o brasileiro está menos confiante. Neste mês, as expectativas sobre a renda pessoal recuaram 1,5% na comparação com setembro.
O Inec foi realizado de 13 a 17 de outubro com base em pesquisa feita pelo Ibope com 2.002 pessoas em 141 municípios.

Imagem ilustrativa da imagem Mesmo com crise, consumidor brasileiro está mais otimista