O investimento de cerca de R$ 2,5 milhões feitos por empresários e cidadãos do Movimento Londrina Competitiva parece estar surtindo efeito para tornar a administração municipal mais eficiente. Desde que a consultoria do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG) entrou em fase de execução, em novembro do ano passado, o ganho para os cofres públicos foi de R$ 21,8 milhões - sendo R$ 19,7 milhões em aumento de receita e R$ 2,1 milhões em redução de despesas.
Mesmo assim, a reunião trimestral de apresentação dos resultados aos financiadores, realizada terça-feira à noite no Buffet Planalto, não foi apenas de comemorações. Boa parte das ações definidas pelos consultores - em conjunto com secretários municipais e servidores - está atrasada. O trabalho é concentrado em quatro grandes frentes: aumento de receita, redução de despesas, gestão de compras e gestão da saúde. O atraso atinge 24%, 44%, 30% e 32% dessas ações, respectivamente (ver quadro).
''O ganho foi possível porque a equipe da Secretaria da Fazenda obteve um alto índice de implantação das ações para aumento da receita'', afirmou André Chaves, consultor-sócio do INDG. ''No caso da redução de despesas, tivemos um deslize no mês de fevereiro. E há um elevado índice de atraso na implantação das ações'', complementou.
Chaves destacou também o atraso verificado nas ações das frentes de gestão de compras e de saúde. Mas ressalvou que, no caso da Secretaria de Saúde, a mudança no comando da pasta justifica o problema. ''Com a nova secretária (Ana Olympia Dornellas), houve uma mudança radical na estrutura do órgão e os índices começaram a melhorar'', afirmou.
Em entrevista à reportagem na saída do encontro, o prefeito Barbosa Neto (PDT) declarou: ''Os índices de atraso nos assusta. Vamos reverter essa situação e tenho certeza que, na próxima apresentação, teremos um número mais favorável''.
Despesas
Embora no acumulado desde novembro tenha havido redução de R$ 2,1 milhões nas despesas da Prefeitura, o mês de fevereiro fechou R$ 400 mil abaixo do esperado neste quesito. Os esforços nesta frente se concentram nas três secretarias com maiores orçamentos: Saúde, Educação e Obras. São 10 rubricas que devem ser atacadas (ver quadro). Em fevereiro, a Saúde só bateu as metas em serviços e serviços de saúde. Já Educação e Obras conseguiram cumprir seis metas cada.
Responsável pela frente de redução de despesas, o controlador geral da Prefeitura, Luiz Nicácio, creditou o resultado do mês à epidemia de dengue e ao excesso de chuva. A primeira eleva os gastos da Saúde e o segundo, os da Secretaria de Obras.
Pregão
O INDG considera o pregão a forma mais eficiente para as compras públicas. Mas, de acordo com o coordenador do Movimento Londrina Competitiva, Kentaro Takahara, a Prefeitura não tem conseguido avançar nesta modalidade porque o portal utilizado atualmente ''não funciona''. Para resolver o problema, o coordenador adiantou que o Município irá contratar o portal do Banco do Brasil até ter seu próprio sistema.

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