'Mesclamos a loja para continuar sobrevivendo'

Na época das máquinas fotográficas analógicas, os rolos de filme tinham que ser revelados para que as pessoas pudessem, enfim, saber como ficaram suas fotos. Depois das máquinas fotográficas digitais e dos smartphones com câmeras poderosas, o resultado pode ser visto na hora e a necessidade de revelar as fotografias no dia a dia diminuiu drasticamente. Quem sentiu os efeitos disso foram as empresas de revelação fotográfica. Há mais de 50 anos no mercado, a Foto Célula, segundo a gestora financeira e administrativa, Cristiane Koga, teve de se adaptar para acomodar o negócio familiar aos novos hábitos de consumo dos amantes da fotografia.
A mudança exigiu da empresa e de seus funcionários, que trabalhavam há anos com a mesma atividade. Hoje, a aposta está em photobooks, livros de fotografia impressos digitalmente. O produto pode ser organizado pelo próprio cliente pelo site da empresa. "A forma de capturar mudou, mas a maneira de ver (a fotografia) é a mesma. Não saímos do segmento. Continuamos com a fotografia, investimos em equipamentos digitais e entramos em outros segmentos." A Foto Célula chegou a ter 22 lojas em Londrina e em outras cidades. Hoje, tem seis uma é em Rolândia e outra em Telêmaco Borba.
DISCOS
Faz um ano a Capital Disco deixou de comprar CDs e DVDs e agora só liquida o estoque que ficou. Essa que é uma das lojas mais tradicionais de música de Londrina abriu suas portas em 1999, e mantém o nome até hoje. Porém, vende outros tipos de produtos confecções, instrumentos musicais, artigos eletrônicos, produtos de informática. "Mesclamos bastante a loja para continuar sobrevivendo", conta Aristides dos Santos Junior, gerente geral da loja. Seu pai, Aristides dos Santos, ingressou no comércio do ramo de música ainda nos anos 1960. A família inteira atuava na área. Em sua época de ouro, a empresa familiar chegou a ter mais de 20 lojas.
"O que mais matou segmento foi a pirataria", enfatiza Santos Junior. Mas, o empresário acrescenta que a produção de discos diminuiu drasticamente, afetando a sobrevivência das lojas de CDs. Por causa da baixa procura, o preço do produto também caiu bastante. "Hoje os próprios fabricantes não fabricam mais."(M.F.C.)





