Carmem Murara
De Curitiba
Com a retirada da logomarca da empresa colocada na fachada do Shopping Muller, em Curitiba, a Mesbla concluiu ontem o fechamento de sua loja, mantendo apenas a estrutura que tem no início do calçadão da Boca Maldita, no centro da cidade. O encerramento das atividades dentro do shopping foi determinado pelo atual gestor da rede Mappin/Mesbla, José Paulo do Amaral. A intenção é reduzir o maior número possível de lojas em todo o País. A rede Mesbla apresenta sérios problemas financeiros, tendo uma dívida acumulada junto com o recém falido Mappin de R$ 1,12 bi.
O fechamento da loja do Muller pegou de surpresa os lojistas vizinhos. As portas foram fechadas na segunda-feira e até ontem todo o estoque estava sendo remanejado por alguns funcionários remanescentes. Foram eles que se encarregaram de retirar o nome da empresa, que ficava do lado de fora do shopping.
A Folha procurou o gestor da Mesbla, mas foi informada que ele não se encontrava na sede, no Rio de Janeiro, para prestar as informações. Amaral negocia desde o ano passado uma saída para pagar os débitos da Mesbla. Em julho deste ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) propôs o leilão das duas empresas (Mappin e Mesbla), mas Amaral foi contra. O empresário Ricardo Mansur, detentor de 81% da Mesbla, cogitou doar suas ações para os funcionários, na esperança de conseguir um empréstimo do BNDES para pagar dívidas trabalhistas. Mas a proposta não foi aceita.
O rede Riachuelo, subsidiária da Confecções Guararapes, e a JC.Penney estudam a proposta de dividir o arrendamento de parte das lojas da Mesbla. A Penney ficaria com as lojas nas regiões Sul e Sudeste.

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