Nova York - A Merrill Lynch rebaixou ontem sua recomendação de médio prazo para duas companhias elétricas brasileiras: Cemig, de Minas Gerais, e a paranaense Copel. Na primeira, a reclassificação caiu de forte compra para compra. Já no caso da Copel a instituição rebaixou sua recomendação de compra para neutro.
Segundo o analista do setor de energia para a América Latina da Merrill Lynch, Frank McGann, o rebaixamento na recomendação da Cemig foi motivado pelo desempenho dos preços da ação. Nos últimos 12 meses, o papel da companhia subiu 35% contra uma queda do Ibovespa de 17%. No acumulado do ano, a ação da Cemig está em alta de 5%, contra a queda de 8% acumulada no ano do Ibovespa. ‘‘O forte desempenho da ação reduziu o potencial de alta do papel. Além disso, o ambiente político com as eleições deve limitar o potencial de valorização da ação.’’
Segundo o superintendente de Relações com Investidores da empresa, Luiz Fernando Rolla, todos os fundamentos da empresa continuam fortes e a mudança de recomendação não preocupa. Ele afirmou que a empresa continuará fazendo captações no exterior. A próxima deverá ocorrer no segundo semestre para rolagem da dívida externa da companhia.
O rebaixamento de recomendação das ações da Copel reflete uma perspectiva menos positiva no médio prazo do que os analistas estavam esperando para a empresa. O analista também está reduzindo as estimativas de receita líquida da Copel para 2002 por conta de uma menor recuperação da demanda no pós-racionamento e por uma menor projeção de aumento de tarifa programado para 24 de junho deste ano.

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