Mercosuper deve movimentar R$ 600 milhões
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quarta-feira, 15 de abril de 2015
Andréa Bertoldi<br> Reportagem Local 
A 34ª Mercosuper, Feira e Convenção Paranaense de Supermercados, voltada para supermercadistas e fornecedores, deve gerar um volume de negócios de R$ 600 milhões, 8% a mais que na edição do ano passado. O evento começou na última terça-feira e termina hoje no Expotrade, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A previsão é receber cerca de 45 mil visitantes. A feira é promovida pela Associação Paranaense de Supermercados (Apras) e conta com 97 expositores.
Neste ano, o tema principal discutido nas palestras e painéis é inovação e a redescoberta do varejo com o objetivo de reavaliar estratégias e gestão para adequação do setor ao cenário econômico atual do País.
Entre os lançamentos deste ano estão wafers integrais da marca Parati. Segundo o superintendente de vendas da marca, Jurandi Ferreira de Araújo, o consumidor está cada vez mais preocupado com a boa forma e a saúde e, por isso, a companhia pensou em aproveitar esse filão de mercado.
A italiana Schär, que produz alimentos sem glúten, lança na feira macarrão penne e espaguete, pão ciabatta e torrada. Segundo o gerente comercial da empresa, Conrado Canzonieri, a marca chegou ao Brasil em 2012 e tem filial em Curitiba. São 31 produtos mas, os mais procurados são pães e biscoitos salgados.
A Cooperativa Coamo, de Campo Mourão, que vai inaugurar um moinho de trigo em maio com investimento de R$ 100 milhões, trouxe para a feira novidades como misturas para bolos, misturas para pães e farinhas especiais. "O nosso objetivo é estreitar a relação com os clientes", disse o superintendente industrial da cooperativa, Divaldo Correa.
O presidente do conselho consultivo da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, disse que a inflação alta tem corroído o poder aquisitivo do consumidor, o que tem sido agravado com os indicadores de desemprego fortes. "Temos uma vantagem competitiva porque vendemos muita alimentação para consumo no lar", afirmou. Com a situação econômica atual, o setor vê uma oportunidade de alavancar vendas para consumo de alimentos em casa.
Ele destacou que as vendas do setor tiveram crescimento de 1,8% em 2014, que já foi bem abaixo dos 5,5% registrados em 2013. Neste ano, a previsão é crescer 2%. Como o Paraná e Santa Catarina são grandes produtores de grãos, ele acredita que, nestes estados, a situação de vendas do setor pode ser um pouco melhor.
Joanir Zonta, que assume da presidência da Apras hoje, disse que as vendas do setor no Paraná devem acompanhar o desempenho nacional neste ano. Segundo ele, os supermercadistas sentiram a queda de vendas em itens como eletrodomésticos, confecções e produtos de bazar. Ele disse que o consumidor vem substituindo marcas líderes por outras com preços menores, comprando mais produtos básicos e diminuindo os supérfluos.
Segundo Zonta, a grande preocupação do setor hoje é com o aumento da energia, que ficou mais cara a partir do início de março. Ele comentou que a energia representa um custo de 1% do faturamento do segmento. Também tem pesado na conta o aumento do combustível.


