Curitiba - Uma feira mais técnica, focada nos negócios. Foi essa a avaliação de alguns dos expositores na 28ª edição da Mercosuper - Feira e Convenção Paranaense de Supermercados, que terminou ontem, no ExpoTrade, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. A expectativa de conquistar mais espaço no mercado ou mesmo concretizar vendas negociadas na feira reforçam a afirmação de que os maus ventos da crise mundial não abalaram o otimismo do setor, que espera continuar crescendo.
''Quebramos esse paradigma ao ter um crescimento de 5% no número de expositores. O setor não sentiu (a crise), nem de perto'', disse o diretor comercial da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Walde Renato Prochmann, ao comentar os resultados da Mercosuper 2009. Os números ainda não haviam sido fechados, mas, segundo ele, o volume de negócios se aproximava dos R$ 600 milhões: valor estimado para o evento deste ano. ''Não importa a estratégia de quem participa da feira: se venda ou relacionamento. O fato é que quem deixou de vir saiu perdendo'', acrescentou.
Os expositores não falam em cifras, mas em expectativas de negócios. De acordo com o gerente de Marketing e Produto da Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), Sidney Rogério Vargas, a Mercosuper foi a oportunidade para dar visibilidade a nova linha de produtos industrializados da categoria de embutidos, lançados durante a feira. Ele reconhece que a Copacol está entrando - com mais ousadia - em um mercado bastante competitivo, mas isso não diminui o otimismo.
Vargas lembrou que os investimentos de R$ 25 milhões para ampliar a produção de 600 toneladas para 4 mil toneladas começaram a ser feitos há cerca de dois anos, quando o cenário econômico era outro. Mesmo assim, o projeto inicial foi mantido. Para a Copacol, a Mercosuper foi, também, um preparativo para a feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas), no próximo mês.
A Líder Equipamentos para Panificação, também, aproveitou a Mercosuper 2009 para lançar um novo produto - um forno de pizza - que expande os negócios da empresa para outro segmento. ''A feira é um momento oportuno para alinhavar negócios e fazer uma leitura do mercado, saber quem está montando ou reformando (um empreendimento)'', analisou o gerente nacional de Vendas da Líder, Murilo Cézar Ribas. Nesse aspecto, o evento deste ano, para ele, foi proveitoso, até mesmo, para reafirmar a marca no mercado. A empresa existe há 50 anos, mas há apenas cinco anos leva a marca Líder.

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