Agência Estado
De Montevidéu
O Mercosul vai, a partir do próximo ano, dar início à harmonização das políticas macroeconômicas, conforme declaração do Conselho do Mercado Comum (CMC), que foi assinado ontem pelos presidentes durante a última reunião de cúpula do bloco neste ano. Os ministros da Fazendo do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai aprovaram anteontem à noite uma declaração que permite dar prioridade máxima às políticas nacionais e garantir o processo de estabilização econômica desses países. ‘‘Sem a estabilização não pode haver um Mercosul saudável no médio e longo prazos’’, afirmam os ministros no documento.
De acordo com o secretário de Assuntos Internacionais da chancelaria argentina, Jorge Campbell, foram, inclusive, definidos os índices macroeconômicos que servirão de base para as futuras metas econômicas dos países. ‘‘Eles (os índices) precisam ainda ser negociados, mas já dão uma idéia do que será as nossas metas’’, explicou Campbell. Ele disse que o documento acertado entre os ministros da Fazenda do Mercosul prevê ainda que os países terão, a partir de 2000, de apresentar as suas metas econômicas assinadas com o FMI.
‘‘Isso vai permitir saber o que cada país tem como meta nas sua área fiscal e no restante de sua política econômica’’, acrescentou o embaixador argentino. Entre as prioridades acertadas entre os responsáveis pela condução da economia dos países do bloco está a questão fiscal. Para isso, os ministros decidiram criar grupos de harmonização estatística nas áreas fiscal e monetário-financeira e no setor externo. O trabalho desses grupos deve levar em conta padrões internacionais.
Sobre a responsabilidade fiscal, o documento aprovado ontem pelo CMC recomenda que o grupo identifique pontos de convergência nas práticas nacionais e nos textos legais existentes em cada país.
Os ministros da Fazenda do Mercosul decidiram ainda convidar o Chile e a Bolívia, hoje sócios parciais do bloco, para participar das discussões sobre coordenação macroeconômica.

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