Mercosul tenta se fortalecer com política agrícola comum
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de dezembro de 2000
Cláudia Dianni Agência Estado 
O começo de uma política agrícola comum, aliada ao aprofundamento da coordenação macroeconômica do Mercosul, será a aposta que os presidentes do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai farão para fortalecer o bloco. A divulgação das novas políticas que serão os primeiros passos do Mercosul para se tornar um Mercado Comum, modelo de integração em que os países seguem a mesma política econômica -, será a novidade da Cúpula de Florianópolis. Com esse anúncio, os quatro países querem tentar acabar com as especulações em torno do enfraquecimento do Mercosul.
Apesar de o Mercosul não ter conseguido avanços significativos no aprofundamento da união aduaneira, fase anterior ao mercado comum em um processo de integração, o bloco vai tentar seguir com outras metas mais profundas paralelamente.
O bloco não está parado e um coisa não exclui a outra, disse o embaixador especial do Mercosul, José Botafogo Gonçalves. Segundo ele, se o Mercosul não partir para um estágio mais profundo de integração de suas cadeias produtivas, corre o risco de ser diluído na Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Se não for assim, o Mercosul não vai tirar proveito da união do bloco, disse.
De acordo com o embaixador, os coordenadores do Mercosul dos quatro países estão trabalhando em um projeto que vai permitir aos integrantes planejar a produção agrícola conjuntamente, buscando a complementação produtiva das quatro economias e a coordenação das safras, com o objetivo de exportar conjuntamente os produtos agrícolas e derivados. E para evitar que tenhamos problemas como o do arroz.
Este ano, o Brasil colocou barreiras para a entrada do arroz da Argentina e do Uruguai em razão do excesso de importação do produto desses países, que são mais produtivos.


