Após cinco anos de políticas públicas adotadas pelo Paraná para incrementar as exportações e as alianças estratégicas entre as pequenas e médias empresas paranaenses e estrangeiras, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) acaba de atingir a segunda posição entre os principais blocos econômicos parceiros do Estado, atrás apenas da União Européia.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), apontam que a evolução dos países vizinhos na pauta de exportações do Paraná passou a ser verificada exatamente a partir do primeiro mandato do governo estadual atual.
Em 2002, as exportações paranaenses com o bloco sul-americano atingiam US$ 263 milhões. Em 2003, houve um salto para US$ 501 milhões e alta de 90,4%. Era o ano da largada para tornar o Paraná uma região estratégica para negócios com os países vizinhos. O resultado culminou em 2007, com mais de US$ 1,645 bilhão de produtos paranaenses vendidos ao bloco. A elevação foi de 228% em cinco anos.
Para o secretário estadual da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho, o governo acertou ao escolher o bloco para promover a integração de cadeias produtivas e de fomento empresarial. ''Hoje, convênios internacionais, transferências tecnológicas e ganhos inesperados pelo empreendedor paranaense são uma realidade para quem apostou no Mercosul''.
Entre as 38 missões internacionais realizadas pelo governo Roberto Requião, mais da metade foram voltadas aos países do Mercosul.
De acordo com a secretaria estadual de Assuntos do Mercosul, todos países do bloco - além de apresentarem maior intercâmbio com o Paraná com a alta nas exportações, principalmente em vendas de produtos com valor agregado - têm mantido um intenso relacionamento político e cultural.
Rodadas de negócios, seminários e missões empresariais também geram articulação entre os países parceiros e revelam oportunidades até então desconhecidas.
Conheça o volume de negócios com cada um dos integrantes do bloco:
Argentina
Em janeiro deste ano, a Argentina ocupou a primeira posição entre os países compradores do Mercosul e foi além: foi o principal comprador do Paraná entre todos os países que fazem parceria com o Estado. Foram US$ 137 milhões, aumento de 130%. As importações chegaram a US$ 98 milhões, alta de 125%. Em 2007, as exportações paranaenses para o país vizinho chegaram a US$ 1,209 bilhão.
Paraguai
Com alta de 98,6% em cinco anos, de US$ 147 milhões para US$ 292 milhões, o Paraguai vê no Paraná um parceiro natural pela logística e por iniciativas públicas que facilitam ainda mais novos negócios. Para o cônsul do Paraguai no Paraná, Santiago Riquelme, as missões empresariais realizadas pelo Governo do Estado abrem portas tanto para os empresários paranaenses quanto para os paraguaios. ''O governo paranaense facilita o trabalho dos empresários que estão dispostos a crescer'', afirma.
Uruguai
Com US$ 144 milhões em 2007, contra US$ 132 milhões em 2003, o Uruguai apresentou alta de 347% nas vendas do Paraná. Segundo o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Uruguai no Paraná, Nelson Gramazio, uma nova missão de empresários uruguaios ao Paraná está sendo programada para 2008. ''O Uruguai tem couro, lã e produtos alimentícios. Ao unir setor público e privado, uma missão internacional promove maior credibilidade e consistência para a geração de negócios''.

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