Mercosul debate crise de energia
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quarta-feira, 30 de maio de 2001
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
Autoridades paraguaias e argentinas se encontram esta manhã em Foz do Iguaçu com o secretário de Energia do Brasil, Afonso Henriques Moureira Santos, e também com os representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional de Sistema (ONS). Entre os assuntos a serem discutidos estão o racionamento de energia e também a aprovação do rebaixamento do Reservatório de Itaipu, ambos propostos pelo governo brasileiro. Oficialmente, o governo paraguaio ainda não aprovou as alterações solicitadas pelo parceiro brasileiro para garantir o funcionamento da hidrelétrica binacional na capacidade máxima.
Os diretores da Aneel, Luciano Pacheco Santos, e da ONS, Roberto Gomes, participam do Fórum das Nações (marcada para às 9 horas) e também do encerramento oficial do 9º Encontro Regional Latino-Americano (Erlac) do Cigré (Comitê de Produção e Transmissão de Energia Elétrica), iniciada no último domingo em Foz.
Eles se encontrarão com o vice-ministro das Minas e Energia do Paraguai, Luiz Servin, e também do secretário de Planejamento, Luis Alberto Meyer. O representante da diretoria da Usina de Yaciterá (hidrelétrica construída pelo governo paraguaio no Rio Paraná, em parceria com a Argentina), Oscar Ruiz Diaz, também deve participar do encontro.
Apesar de incluírem na pauta assuntos ligados diretamente à economia do Mercosul, os organizadores do Erlac adiantaram que a reunião será meramente diplomática e que não devem interferir em decisões de cada país. Atualmente, o Brasil importa mil megawatts de energia elétrica da Argentina, além de praticamente 90% da produção conseguida pela Itaipu paraguaia (cerca de 6 mil megawatts). A previsão do Ministério das Minas e Energia é de importar dos argentinos outros quatro mil megawatts até 2004.
A exposição de produtos, equipamentos e serviços de empresas latinoamericanas que atuam na transmissão e geração de energia também será encerrada esta manhã. A ExpoErlac apresentou desde produtos de última geração (controladores, cabos transmissores, isolantes, entre outros) até projetos simples usados na educação ambiental.
Uma das atrações da feira foi a maquete usada que ensina crianças a evitar o desperdício de energia. A casa contém todos os produtos eletroeletrônicos comuns e de uso diário em qualquer residência. Apertando botões, o alunos descobrem quanto os aparelhos consomem por hora. O gasto aparece em um painel na parte superior, explicou um dos responsáveis pelo setor de educação ambiental da usina, Luiz Antonio Côrtes, lembrando que os bichos papões da energia são o chuveiro (4 mil watts/hora), secador de cabelo (1,8 mil w/h), ar condicionado (1,5 mil w/h) e o ferro de passar roupas (mil w/h). Atualmente, o déficit de energia elétrica do Brasil está estimado em 40 mil mil megawatts.


