Mercedes-Benz coloca 1.500 funcionários em licença remunerada
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sábado, 13 de fevereiro de 2016
Das agências 
São Paulo - A Mercedes-Benz informou que irá colocar 1.500 trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo, em regime de licença remunerada a partir da próxima quarta-feira, dia 17. De acordo com a montadora, a decisão é por tempo indeterminado. A empresa, porém, afirmou que poderá rever a estratégia a partir de maio, dependendo das condições do mercado. A Mercedes já havia aderido ao PPE (Plano de Proteção ao Emprego), que reduz jornadas de trabalho e salários, em setembro.
Ao todo, a montadora conta com cerca de 7.000 funcionários na planta de São Bernardo, onde produz ônibus e caminhões. Segundo a empresa, a decisão foi tomada após a constatação de que as dificuldades enfrentadas no mercado brasileiros irão persistir ao longo deste ano.
RENAULT
A montadora francesa Renault informou ontem na divulgação de seu balanço global que espera que o mercado brasileiro de veículos leves (automóveis e comerciais leves) apresente uma queda de 6% nas vendas este ano em relação a 2015, quando 2,476 milhões de unidades foram comercializadas nestes dois segmentos.
A previsão da Renault se aproxima da estimativa da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que espera baixa de 5,9%.
O Brasil é o principal mercado da Renault fora da França. No ano passado, a marca vendeu no País um total de 181.504 unidades, segundo o balanço. O resultado representa uma queda de 23,4% em relação ao volume de 2014, considerando automóveis e comerciais leves.
A retração foi menos intensa do que a do mercado como um todo, que recuou 25,5% na mesma comparação. Por ter caído menos que a média, a Renault conseguiu elevar a sua participação no mercado brasileiro, de 7,1% em 2014 para 7,3% em 2015.
Apesar de prever queda nas vendas no Brasil em 2016, a montadora francesa espera que mercado global de veículos leves apresente crescimento de 1% a 2% em relação a 2015. Os países da Europa devem ter alta de 2%, a mesma previsão para a França. Na Ásia, a China deve ter expansão de 4% a 5% e a Índia deve crescer 8%. Já para a Rússia a previsão é que a retração seja maior do que no Brasil, de 12%.
Em seu balanço, a Renault informou também que suas vendas em todo o mundo cresceram 3,3% em 2015, para 2,8 milhões de unidades, enquanto o mercado teve alta de 1,6%. Com isso, a montadora teve lucro líquido de 2,82 bilhões de euros no ano passado, avanço de 49% ante 2014. A receita da empresa cresceu 10,4%, para 45,33 bilhões de euros.
MAU MOMENTO
As montadores de veículos enfrentam um mau momento no mercado brasileiro, com queda nas vendas e também na produção. O número de empregados nas fabricantes filiadas à Anfavea (associação nacional das montadoras) caiu 10,2% em janeiro de 2016 em relação ao mesmo mês de 2015. Já as vendas de carros leves e de veículos pesados tiveram queda de 38,8% entre os meses de janeiro de 2016 e de 2015. De acordo com dados da Anfavea, as fabricantes de autos cortaram cerca de 28 mil postos de trabalho nos últimos dois anos, fechando 2015 com 130 mil contratados. Nesse período, novas empresas começaram a produzir no Brasil, como a Chery, a BMW e a Audi, o que evitou uma queda ainda maior nas vagas.


