A Mercedes-Benz do Brasil, definida como centro de competência mundial para o desenvolvimento de motores a gás pela sua controladora, Daimler Benz, prevê o crescimento da utilização de motores a gás natural como opção para reduzir o nível de poluentes em centros urbanos. A Mercedes já está com motor e chassis desenvolvidos para ônibus a gás no País. A empresa investiu US$ 2,1 milhões apenas no desenvolvimento do motor a gás natural, denominado de OH 1621 LG, segundo informações de técnicos da montadora.
A empresa entende que o gás boliviano reacendeu a discussão da utilização do gás natural como combustível veicular. Há o exemplo de Curitiba, que em janeiro do próximo ano começará a trocar seus ônibus a diesel pelos movidos a gás natural. Outra vantagem do novo motor é que ele emite menos ruído. Em termos técnicos e de eficiência, os motores diesel e o de gás natural se equivalem.
Os engenheiros da Mercedes Benz afirmam que a pesquisa para melhorar a eficiência do uso do gás natural como combustível veicular é ampla. O estudo vai desde a redução do peso dos cilindros de armazenamento de gás do veículo até a utilização do gás natural para, no conceito de célula de combustível, produzir energia elétrica para a propulsão de veículos com emissão zero de poluentes.
Eles negam que a Mercedes-Benz tenha projeto para a produção de motores a gás para veículos leves e utilitários. Na conclusão dos técnicos, o álcool, dentre as alternativas, é digno de ser avaliado para o transporte mais limpo. Porém, o gás mostrou-se até agora o combustível mais adequado para substituir o diesel em veículos comerciais urbanos.

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