Mercados reagem mal
Os mercados reagiram mal às mudanças no câmbio brasileiro. O agravamento da crise fez com que o Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York perdesse toda a valorização que havia obtido no ano. A Bolsa de Nova York fechou em queda de 2,45%, liderada por ações de bancos e empresas com investimentos na América Latina, como a Kodak, que ainda divulgou lucros abaixo das expectativas. O início do julgamento de Bill Clinton aumentou o nervosismo.
Ações de muitas instituições financeiras, que, no total, têm cerca de US$ 65 bilhões na América Latina, caíram, como J.P. Morgan, BankAmerica e BankBoston.
Entre as principais bolsas latinas, apenas a Bolsa do México conseguiu encerrar o pregão com valorização, mas depois de um dia de intensa volatilidade. O mercado acionário mexicano fechou em alta de 1,7%. A Bolsa de Buenos Aires fechou em forte queda de 4,37%. A Bolsa de Santiago, no Chile, fechou em queda de 2,65%.
Na Europa, a reação dos mercados também foi turbulenta, embora as quedas tenham diminuído em relação a quarta-feira. A Bolsa de Londres fechou em queda de 0,51%. O mercado em Frankfurt caiu 0,39% e o de Paris obteve uma ligeira valorização de 0,97%. A Bolsa de Madri, cujas empresas têm muitos investimentos recentes na América Latina, perdeu 0,19%.
O mercado acionário asiático manteve o comportamento de quarta-feira. O Índice Nikkei fechou em alta de 2,50%, impulsionada pela desvalorização do iene. A Bolsa de Hong Kong fechou em queda de 0,88%.





