Mercados param à espera dos juros
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
A redução da liquidez foi a tônica de todos os segmentos do mercado financeiro ontem. A Bolsa não fugiu à regra. A proximidade do vencimento do Ibovespa futuro travou os negócios, uma vez que os estrangeiros saíram de campo, deixando-o livre para as especulações dos grandes operadores do mercado. O índice da carteira teórica paulista à vista fechou em queda de 1,29%, novamente rompendo o suporte dos 17 mil pontos, e o volume financeiro somou apenas R$ 469 milhões. O Ibovespa futuro, cujo contrato vence na quarta-feira, caiu 1,46%, para 16.930 pontos.
Várias outras expectativas deixaram o mercado com as barbas de molho. Hoje será o leilão da banda D do Serviço Móvel Pessoal, mas seu resultado não deverá surpreender quer pelo ágio, quer pelos participantes. Mas o fato é que ontem várias ações do setor de teles caíram, na véspera da definição do ambiente mais competitivo para as celulares.
O mercado de juros está com poucos negócios às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidirá, amanhã, como fica a taxa Selic, hoje em 15,25%. Os juros futuros subiram ligeiramente nesta segunda-feira, o que tanto pode ser sinal de um mercado mais conservador os investidores mais otimistas poderiam estar se rendendo às apostas de manutenção ou queda da Selic em apenas 0,25 ponto porcentual quanto uma manobra típica de puxar preços para garantir remuneração melhor amanhã no leilão de títulos públicos.
O dólar comercial começou a semana pressionado e fechou ontem no preço máximo de venda, de R$ 1,985, alta de 0,15% sobre o resultado de sexta-feira. A indefinição política no Congresso e a expectativa em relação à licitação da banda D, hoje, e o resultado da reunião do Copom, amanhã, levaram investidores a operar com cautela. A avaliação do mercado é de que o dólar poderá recuar nesses próximos dias.
Os analistas afirmaram hoje que o fluxo de recursos se manteve equilibrado no dia. Houve uma entrada de cerca de US$ 100 milhões, através de um grande banco nacional, que foi absorvida pelo mercado. Simultaneamente, também ocorreram pequenas saídas, mas insuficientes para afetar as cotações. O comercial oscilou apenas 0,25% ontem, entre a mínima de R$ 1,980 (-0,10%) e a máxima de fechamento.
(Márcia Pinheiro, Marisa Castellani e Silvana Rocha)


